domingo, 17 de junho de 2007

Poetas falam de amor... e de palavras...

(Parte II)




Palavras



Palavras de dúvidas, carregadas de medo,
Palavras secas, sem brilho, ligadas à dor
Palavras, o que representam neste mundo de amor?
Nos muros, na distancia, no ser, no sonho...

Por que da sua boca não sai
O que os seus olhos mandam dizer?
Ungi seu rosto com dourados pomos
Desse instante que existe,
Dessa saudade que nos cerca

Palavras, eu, espírito, universo...
Tem de ser inteira
Palavras do coração,
Palavras do olhar,
Palavras da lembrança....

Deixe simplesmente serem palavras!




Erik Machado

Marcas do Tempo – Crônicas e Poesias

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sexta-feira, 15 de junho de 2007










"Escrever é fácil:


Você começa com uma letra maiúscula e termina com ponto final.


No meio você coloca idéias. "






(Pablo Neruda)

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Em 12 de julho de 1940, nascia Neftali Ricardo Reyes Basoalto. Nome artístico: Pablo Neruda. Temuco, a terra de Neruda, assistiu ao florescimento da poesia de Basoalto. Localizada em Isla Negra (Chile), Temuco já contemplara a invasão espanhola e o massacre dos índios arauncanos. Seu pai era condutor de um trem "lastrero", desses que carregam pedras e atravessam rios, na intenção de que as fortes correntes de água não levassem os vagões. Neruda não tinha qualquer lembrança de sua mãe -a dona Rosa Basoalto que, vitimada por tuberculose, veio a falecer alguns dias depois do nascimento do filho.
Para publicar seu primeiro livro, Neruda vendeu todos os seus imóveis e penhorou o relógio presenteado por seu pai e até a vestimenta negra de poeta. Alguns amigos, como o crítico chileno Herman Diaz Arrieta, doaram quantias consideráveis a Neruda, visando a publicação da sua obra. Crepusculario foi publicado em 1923, em sua edição em espanhol. Os primeiros poemas de Pablo Neruda falavam sobre sua experiência de vida e sobre suas lembranças do Chile.
Pós-modernista e neo-romântico, Crespusculario se chama assim porque Neruda escreveu a maioria dos poemas em frente à janela de sua pensão, na rua Maruri, sempre ao cair da tarde, quando o céu se incendiava em belíssimos crepúsculos. Livro de temas amorosos, Crepusculario concedeu a Neruda o "Premio Lenin", em 1953, e o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971.


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