sexta-feira, 4 de maio de 2007

Palavras
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Seja alegria, seja mágoa, ciúme
Pena de amor ou grito de revolta
Tudo a palavra humana em si resume
Tudo arrasta suspenso, à sua volta
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Palavras
Céu e inferno!
Cinza e lume!
Mistério que a nossa alma traz envolta!
Umas, consolação!
Outras, queixume...
-Todas correndo como o vento à solta!
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Tudo as palavras dizem
A verdade, a mentira, a doçura, a crueldade...
Mas afinal o que pertuba e espanta
É o drama das que nunca foram ditas
Das palavras pequenas e infinitas
Que morrem sufocadas na garganta!
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Virgínia Victorino
(Poetisa portuguesa)
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